Energia

O consumo intensivo de energia é uma das maiores causas de degradação ambiental. A geração de energia por hidroelétricas vem causando perda de florestas e sua biodiversidade, e afetando comunidades indígenas ou não. Várias usinas fornecem energia para a indústria eletrointensiva como a siderurgia que, em forma de produtos, exporta a energia produzida aqui e que os países desenvolvidos não querem usar na fabricação destes produtos.

A queima de combustíveis fósseis (carvão, gás e petróleo), é um problema histórico e é a maior causa das emissões de gases de efeito estufa. Os gases o gases tóxicos ( óxidos de nitrogênio, dióxido de enxofre, monóxido de carbono entre outros) na baixa atmosfera causa efeitos nefastos sobre a saúde tanto na queima dos derivados de petróleo quanto pelas usinas termelétricas. A mineração causa impactos na sua área de abrangência: e tem grande potencial de contaminação dos recursos hídricos e do solo, isto sem falar dos desastres ocorridos por derramamento de petróleo nos oceanos.

Já as usinas nucleares são uma ameaça constante como, mais uma vez, ficou claro com o grave acidente na Usina de Fukushima no Japão, além do fato dos resíduos contaminados serem de difícil destinação e possuem meia vida de milhares de anos.

Nos últimos anos os EEUU estão utilizando o gás de xisto, que é extraído através do fraturamento hidráulico, para produzir gás. O emprego do fraturamento hidráulico está contaminando os recursos hídricos, inclusive águas subterrâneas e tem emitido fugidias de metano, gás de efeito estufa 20 vezes potente que o CO2. Vários países já proibiram a utilização do fraturamento hidráulico ou declarou moratória.

No Brasil a Agencia Nacional de Petróleo – ANP – realizou em 2013 o primeiro leilão para gás de xisto, apesar do alerta de ambientalistas e especialistas como SBPC. A Procuradoria da República expediu recomendação para que não seja explorado o gás de xisto com fraturamento hidráulico e a Procuradoria da República do Piauí abriu uma ação civil pública para impedir a prática naquele estado. O Instituto Augusto Carneiro trabalha pela moratória do gás de xisto no Brasil.

É necessário que outras fontes de energia sejam priorizadas na matriz energética brasileira e mundial. Faz-se necessária a adoção de combustíveis que não emitem gases tóxicos e de efeito estufa e que a energia elétrica seja gerada por fontes alternativas como a eólica, solar, de marés e outras. A Alemanha trabalha para que até 2035 o país tenha 80% de sua energia gerada por usinas eólicas, solares e por biomassa.

O Brasil pode otimizar sua produção de energia através da conservação de energia e repotenciação das usinas hidrelétricas..

A diretoria do Inst. Augusto Carneiro conta com colaboradores que atuam na área de energia e meio ambiente há mais de duas décadas e trabalham ativamente para que o Brasil tenha sua matriz energética realmente limpa.